Ao pentear ou lavar o cabelo diariamente, algumas pessoas ficam imediatamente preocupadas ao ver alguns fios a cair: “Estou a começar a perder cabelo?”. Na verdade, uma pessoa saudável perde entre 50 a 100 fios de cabelo por dia, o que faz parte do ciclo natural de renovação dos folículos capilares. Só quando esta perda ultrapassa esse intervalo, ou quando se observa uma redução visível na densidade capilar, é que devemos estar atentos a um problema de alopécia.
Para distinguir a queda normal de cabelo da alopécia patológica, o método mais comum é o “teste de tração”. Com o polegar e o indicador, segure uma pequena mecha de cabelo (cerca de 50 a 60 fios) e puxe suavemente desde a raiz até às pontas. Se apenas 1 a 2 fios saírem de cada vez, é normal; se saírem mais de 6 fios de uma só vez, pode indicar alopécia ativa. Nota: este teste deve ser realizado no terceiro dia após a lavagem do cabelo, sem o ter penteado, e o resultado serve apenas como uma triagem inicial, não substituindo o diagnóstico médico.
Outro indicador simples é observar a morfologia dos fios caídos. Num fio que cai naturalmente, a raiz apresenta frequentemente um pequeno ponto branco – o bulbo capilar, que é o ponto final normal do ciclo de crescimento. No entanto, se a raiz do fio caído for muito fina, ou se o fio inteiro for curto e fino (especialmente se forem fios velos com menos de 3 cm de comprimento), isso pode indicar que a alopécia androgenética está a progredir. Se a queda de cabelo for acompanhada por comichão no couro cabeludo, vermelhidão, descamação ou quebra do cabelo (o cabelo parte-se a meio em vez de cair pela raiz), devem ser considerados outros problemas, como infeção fúngica ou alopécia areata.
Com base em evidências da medicina baseada na ciência, a perda de mais de 100 fios por dia durante mais de duas semanas é um sinal de alerta reconhecido. No entanto, é difícil para a maioria das pessoas contar exatamente cada fio que cai. Um método mais prático é: usar o telemóvel para tirar fotos do topo e da nuca semanalmente, na mesma luz e no mesmo ângulo, para comparar a largura da risca e a densidade no topo da cabeça. Se, dentro de 3 a 6 meses, a risca ficar visivelmente mais larga e a área do couro cabeludo visível no topo aumentar, significa que a quantidade total de cabelo está a diminuir e deve consultar um dermatologista o mais rapidamente possível.
Nota que o eflúvio telógeno é uma resposta fisiológica comum. Por exemplo, após o parto, doenças graves, perda de peso rápida ou interrupção de contraceptivos orais, um grande número de folículos entra simultaneamente na fase telógena, levando a um aumento drástico da queda (podendo chegar a 200 a 400 fios por dia). Este tipo de queda geralmente recupera espontaneamente 3 a 6 meses após a eliminação do fator desencadeante e não causa rarefação permanente. Já a alopécia androgenética é crónica e progressiva: nos homens, manifesta-se frequentemente por recuo da linha capilar e calvície no topo; nas mulheres, manifesta-se principalmente por um alargamento difuso da risca.
Outro equívoco comum é acreditar que “cabelo oleoso é sinónimo de queda”. De facto, a alopécia androgenética está frequentemente associada a uma produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas, mas a oleosidade em si não é a causa direta da queda. Em vez disso, o DHT (di-hidrotestosterona), um metabolito da testosterona, estimula simultaneamente as glândulas sebáceas e ataca os folículos capilares. Controlar a oleosidade por si só não impede a alopécia hereditária.
No dia a dia, se notar um aumento significativo de cabelo na almofada ou no ralo do chuveiro, que persista por mais de um mês, pode tentar o “método de contagem ao pentear”: penteie o cabelo 100 vezes de manhã, recolha os fios caídos e registe a média de três dias consecutivos. Se a média for superior a 10 fios, ou se a queda durante a lavagem exceder 150 fios (aproximadamente a quantidade equivalente à tampa de um champô comum), é recomendável uma consulta presencial.
Os sinais de “alerta vermelho” que requerem atenção especial incluem: o aparecimento súbito de placas de queda de cabelo (alopécia areata, vulgarmente conhecida como “tonsura fantasma”), pápulas vermelhas ou pústulas no couro cabeludo, e queda de cabelo acompanhada de perda de peso significativa ou irregularidades menstruais (que podem indicar problemas na tiróide ou hormonais). Estas situações devem ser diagnosticadas por um médico através de tricoscopia, análises ao sangue e biópsia do couro cabeludo.
Por fim, é importante realçar que o número de folículos capilares e a espessura do cabelo variam naturalmente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas têm, naturalmente, o cabelo fino e macio, o que torna o couro cabeludo mais visível, sem que isto seja necessariamente alopécia. O verdadeiro critério de avaliação é “comparar com o seu próprio estado de seis meses a um ano atrás”, e não com a quantidade de cabelo de outras pessoas.
**Apenas para referência, não constitui aconselhamento médico.** Se suspeitar de alopécia patológica, recomenda-se que se dirija a um serviço de dermatologia de um hospital regular para obter um diagnóstico preciso através de tricoscopia e exames serológicos (como ferritina, função tiroideia, hormonas sexuais, etc.). Não utilize produtos para crescimento capilar ou remédios caseiros sem orientação médica.