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**Alopecia Padrão Feminino (Female Pattern Hair Loss, FPHL)** é o tipo mais comum de queda de cabelo em mulheres, caracterizado principalmente pelo afinamento gradual dos fios na região do topo do couro cabeludo e na linha frontal de implantação capilar. Clinicamente, os médicos necessitam de um conjunto de ferramentas padronizadas para avaliar a gravidade da queda, monitorizar a progressão da condição e determinar a eficácia do tratamento. As classificações de Ludwig e de Sinclair são dois sistemas de classificação amplamente utilizados internacionalmente.

**Classificação de Ludwig** foi proposta pelo dermatologista alemão Ernst Ludwig em 1977, sendo o primeiro método de classificação especificamente destinado à alopecia padrão feminino. Ela divide a gravidade da queda de cabelo em três graus, focando principalmente nas alterações da densidade capilar na região do topo da cabeça (área coronal), sem envolver a linha frontal de implantação capilar.

**Grau I de Ludwig (Leve):** Ocorre um ligeiro afinamento dos cabelos no topo da cabeça, mas a aparência geral ainda próxima do normal. A paciente pode sentir apenas que a risca do cabelo está mais larga ou notar um aumento da queda ao lavar ou pentear o cabelo. Nesta fase, geralmente não é necessária cobertura, mas os folículos capilares já começaram a miniaturizar-se.

**Grau II de Ludwig (Moderado):** O afinamento no topo da cabeça é evidente, com o couro cabeludo ligeiramente visível. A risca do cabelo alarga-se significativamente, por vezes apresentando um padrão de queda em “árvore de Natal” – ou seja, a área de queda alastra-se em forma de leque do topo em direção à testa. Nesta fase, a queda torna-se mais difícil de disfarçar com mudanças no penteado.

**Grau III de Ludwig (Grave):** O topo da cabeça apresenta queda quase total, com extensa exposição do couro cabeludo, restando apenas uma faixa relativamente normal de cabelo na região frontal e occipital. É importante notar que o Grau III de Ludwig não resulta em calvície completa das regiões frontotemporal como na alopecia padrão masculino, e a linha frontal de implantação capilar geralmente permanece intacta.

**Classificação de Sinclair** foi proposta pelo dermatologista australiano Rodney Sinclair em 1999, com o objetivo de fornecer uma ferramenta de avaliação mais refinada e com maior reprodutibilidade. A classificação de Sinclair utiliza cinco graus (de 1 a 5), tendo igualmente como área central de observação a queda de cabelo no topo da cabeça.

**Grau 1 de Sinclair:** Volume capilar normal, sem sinais evidentes de queda. Pode ser usado para avaliação basal.

**Grau 2 de Sinclair:** Ligeiro afinamento no topo da cabeça, com a risca ligeiramente mais larga, mas a densidade geral ainda é razoável. Corresponde à fase inicial do Grau I de Ludwig.

**Grau 3 de Sinclair:** O afinamento no topo da cabeça agrava-se ainda mais, o couro cabeludo torna-se ligeiramente visível, mas ainda retém algum cabelo. Este grau é semelhante ao período de transição entre o Grau I e o Grau II de Ludwig.

**Grau 4 de Sinclair:** Afinamento evidente no topo da cabeça, com o couro cabeludo claramente visível e a área de queda alargada. Corresponde ao Grau II de Ludwig.

**Grau 5 de Sinclair:** Quase queda total no topo da cabeça, restando apenas cabelos curtos e esparsos, com extensa exposição do couro cabeludo. Corresponde ao Grau III de Ludwig.

A diferença central entre os dois sistemas de classificação é: a classificação de Ludwig tem apenas três graus, sendo simples e intuitiva, adequada para uma triagem clínica rápida; a classificação de Sinclair tem cinco graus, permitindo captar com mais detalhe as pequenas mudanças na queda de cabelo ligeira a moderada, sendo por isso mais preferida em estudos clínicos e na avaliação da eficácia terapêutica. Por exemplo, um ensaio clínico de dois anos pode, através da classificação de Sinclair, observar a progressão subtil de um participante do grau 2 para o grau 3, enquanto com a classificação de Ludwig poderia apenas registar-se como “Grau I” sem alteração.

Ambas se baseiam na observação do padrão de queda no topo da cabeça e ambas excluem a recessão da linha frontal de implantação capilar (esta é uma característica da alopecia padrão masculino). Se uma paciente com alopecia padrão feminino apresentar simultaneamente recessão da linha frontal, isso geralmente sugere a coexistência de outras causas (como níveis anormais de andrógenos) ou uma apresentação atípica, necessitando de investigação adicional.

**Como escolher?** Na consulta de rotina, o médico pode primeiro usar a classificação de Ludwig para avaliar rapidamente a gravidade aproximada; se for necessária uma avaliação quantitativa mais precisa (por exemplo, para investigação científica ou para determinar a resposta ao tratamento), opta-se pela classificação de Sinclair. Outra ferramenta comum é a classificação BASP (que avalia a testa e o topo da cabeça separadamente), mas Ludwig e Sinclair continuam a ser os métodos clássicos especificamente direcionados para a alopecia padrão feminino.

É importante salientar que os sistemas de classificação são apenas ferramentas auxiliares. O diagnóstico da alopecia padrão feminino requer também a integração da história clínica (como ciclo menstrual, presença de hirsutismo ou acne, sinais de excesso de andrógenos), tricoscopia (para observar heterogeneidade do diâmetro dos fios e o sinal do ponto amarelo) e exames séricos necessários (como andrógenos, ferritina, função tireoidiana, etc.). A classificação em si não substitui uma avaliação abrangente por um médico profissional.

**Apenas para referência, não constitui aconselhamento médico.** Se suspeitar que tem alopecia padrão feminino, recomenda-se consultar um dermatologista num hospital regular para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado por um médico profissional.

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